Viena
Planeie a sua viagem a Viena: palácios imperiais, concertos clássicos, conselhos honestos sobre cafés, excursões e armadilhas turísticas a evitar.
Vienna: Schönbrunn Palace & Gardens Skip-the-Line Tour
Fatos rápidos
- País
- Áustria
- Moeda
- Euro (€)
- Língua
- Alemão (inglês amplamente falado)
- Ideal para
- Património imperial, música clássica, cultura do café
Porquê visitar Viena
Viena desafia qualquer resumo fácil. Os imperadores habsburgos passaram cinco séculos a construir uma das capitais europeias mais extraordinárias — um lugar onde salões dourados ficam em frente a galerias de arte minimalistas da Secessão, onde uma única Ringstrasse reúne a Ópera Estatal, o Kunsthistorisches Museum e o Parlamento. Ainda assim, a cidade nunca se tornou uma peça de museu. Os cafés vienenses ainda servem como escritórios informais e salas de estar. O Naschmarkt ainda cheira a paprika e queijo fresco. Ao anoitecer, o parque do Prater enche-se de locais de bicicleta, não de turistas a tirar selfies.
A resposta honesta a “porquê visitar Viena” não é a resposta do Instagram. Sim, os palácios são espetaculares. Mas a cidade recompensa o viajante que fica tempo suficiente num Kaffeehaus para pedir um segundo Melange, que apanha o U-Bahn em vez do autocarro turístico, e que vagueia pelas ruas tranquilas do 7.º distrito quando toda a gente está na fila em Schönbrunn. Este guia diz-lhe como fazer as duas coisas — as visitas obrigatórias e a versão mais tranquila.
Melhores experiências
A profundidade de Viena significa que a lista de cada viajante é diferente. Aqui estão os pontos incontornáveis e como abordá-los sem perder meio dia em filas de bilheteria.
O Palácio e Jardins de Schönbrunn é a atração mais visitada da Áustria. O acesso sem filas ao Grand Tour (22 salas de estado) é essencial, especialmente no verão, quando a fila principal pode demorar 90 minutos. Os jardins são gratuitos e valem uma hora por si só — suba até à Gloriette para uma vista panorâmica sobre Viena.
Reserve um tour sem filas ao Palácio de Schönbrunn para poupar o tempo de espera para o interior do palácio em si.
O Palácio Imperial do Hofburg cobre mais terreno do que Schönbrunn mas é menos fotogénico por fora. O Museu Sisi no interior é a verdadeira atração — o regime de fitness obsessivo da Imperatriz Isabel, a sua poesia, o seu trágico assassinato em Genebra. Os Aposentos Imperiais e a Coleção Imperial de Prata estão incluídos no mesmo bilhete.
Junte-se a um tour guiado ao Hofburg e ao Museu Sisi para compreender a história habsburga por trás das salas, não apenas os objetos nelas.
A música clássica é a outra grande razão para visitar Viena, embora o mercado seja deliberadamente confuso. Vendedores com fatos de Mozart ficam em frente à Staatsoper e à Albertina todas as noites a vender bilhetes para concertos de orientação turística a 65–80€. Muitos são medíocres. A opção real a preço semelhante — um concerto de Vivaldi e Mozart na Sala Dourada do Musikverein — realiza-se num dos melhores espaços acústicos da Europa e vale o preço.
O Belvedere tem “O Beijo” de Klimt no Palácio do Belvedere Superior — provavelmente a pintura mais visitada na Europa Central depois da Mona Lisa. O palácio em si é perfeição barroca, os jardins são formais e bem mantidos. Chegue à abertura (10h00) ou reserve entrada com horário marcado.
Um tour a pé pela Innere Stadt (o 1.º distrito) é a forma mais rápida de compreender a geografia da cidade — a Stephansdom no centro, o Hofburg a oeste, o Musikverein e o Kunsthistorisches Museum na Ringstrasse. Um tour guiado a pé pelos destaques do centro da cidade em duas horas estabelece o mapa na sua cabeça para o resto da viagem.
Quanto tempo passar
Três dias completos é o mínimo para o núcleo de Viena: um dia para Schönbrunn e a Ringstrasse, um dia para a Innere Stadt e o Hofburg, um dia para o Belvedere e o Naschmarkt. Um quarto dia abre o Prater, o Museumsquartier, uma noite num Heuriger em Grinzing, ou uma curta excursão a Klosterneuburg.
Cinco ou mais dias significa que pode acrescentar Hallstatt ou o Vale do Wachau sem pressa. Veja o itinerário de 3 dias em Viena ou o itinerário de 5 dias para planos dia a dia detalhados.
Bairros
Os 23 distritos de Viena irradiam da cidade antiga. Para a maioria dos visitantes, cinco áreas são importantes:
Innere Stadt (1.º distrito) — o núcleo medieval dentro do Ring. Stephansdom, Hofburg, a rua pedonal Graben e a maior concentração de museus de Viena. Caro para café e almoço; vá cedo para evitar as multidões.
Ringstrasse — o grande boulevard construído pelo Imperador Francisco José na década de 1860. O Parlamento, o Rathaus, o Burgtheater, o Kunsthistorisches Museum, o Naturhistorisches Museum e a Ópera Estatal ficam todos a 30 minutos a pé uns dos outros. O passeio arquitectónico pela Ringstrasse explica a ambição política por trás de cada edifício.
Museumsquartier (7.º distrito) — os antigos estábulos imperiais transformados num dos maiores complexos museológicos da Europa: Museu Leopold (Klimt e Schiele), MUMOK (arte moderna), Albertina Modern. O pátio é um animado ponto de encontro ao ar livre no verão. Veja Museumsquartier para detalhes.
Naschmarkt e Mariahilfer (5.º/6.º/7.º) — o principal mercado ao ar livre da cidade corre ao longo da Linke Wienzeile. Sábado de manhã é o melhor horário, com o mercado de pulgas estendendo-se para sul. A Mariahilfer Strasse é a principal rua comercial. Veja a área do Naschmarkt.
Prater e Leopoldstadt (2.º distrito) — o antigo terreno de caça imperial é agora um parque público com a icónica Roda Gigante Riesenrad. Menos sobrecarregado de turistas do que o centro, com excelente comida vietnamita e internacional na Praterstrasse. Veja Prater e Leopoldstadt.
Quando visitar
Abril a junho é o ponto ideal: temperaturas de 15–22°C, esplanadas abertas, jardins dos palácios em flor, e a Escola Espanhola de Equitação a realizar apresentações no seu horário normal.
Julho e agosto traz multidões em Schönbrunn (filas começam antes das 9h00), calor na casa dos 30°C, e — criticamente — a Escola Espanhola de Equitação está encerrada. Os cavalos Lipizzaner passam julho e agosto na coudelaria de Piber, na Estíria. Se a Escola de Equitação está na sua lista, venha na primavera ou no outono. O Musikverein tem também um programa de verão reduzido.
Setembro e outubro é sem dúvida o melhor período: o Wachau está na época de colheita (tours de vinho no auge), as temperaturas são amenas, e o calendário cultural da cidade recomeça a pleno. A época da Filarmónica de Viena abre no início de setembro.
Novembro a dezembro — época dos mercados de Natal. O mercado da Rathausplatz é o mais fotografado da Europa; os mercados de Schönbrunn e de Spittelberg são menores mas menos concorridos. Os preços dos hotéis sobem 25–35% a partir de finais de novembro. Reserve com antecedência.
Janeiro a março — tranquilo, frio (frequentemente abaixo de 0°C) e barato. O Baile da Ópera de Viena em fevereiro enche a Staatsoper, mas de outra forma é a época menos cara para visitar.
O que comer
A cultura gastronómica de Viena é profunda, do café com teto em catedral ao Würstelstand (banca de salsichas) à meia-noite. Preveja orçamento para ambos.
Wiener Schnitzel — o prato emblemático da cidade, vitela (não porco) batida e frita em manteiga clarificada. O Figlmüller na Wollzeile serve-o desde 1905 e é merecidamente famoso. O Gasthaus Pöschl no 1.º distrito tem melhor valor e um ambiente mais local. Evite restaurantes na Kärntner Strasse que cobram 28€ por um escalope de porco fino rotulado “Wiener Art” (estilo vienense — não é o original).
Casas de café — o Kaffeehaus vienense é Património Cultural Imaterial da UNESCO. O Café Central (décadas de 1880, tetos abobadados, Trotsky jogava xadrez aqui), o Café Hawelka (boémio, escuro, inalterado desde 1939) e o Café Landtmann (adjacente ao Burgtheater, a mais antiga casa de café continuamente em operação em Viena) são os três clássicos.
Sachertorte — o bolo mais famoso da cidade. O artigo genuíno é servido no Hotel Sacher com o selo redondo “Original Sacher-Torte”. A Demel na Kohlmarkt serve a versão rival com igual reivindicação de autenticidade. Ambas são excelentes, ambas são caras (cerca de 8–10€ por fatia).
Apfelstrudel e Kaiserschmarrn — o strudel está no seu melhor no Café Residenz em Schönbrunn ou nas padarias do Naschmarkt. O Kaiserschmarrn (panqueca desfiada com molho de ameixa) está em todos os menus austríacos tradicionais.
Heuriger — a taberna de vinho vienense, tipicamente nas aldeias nas encostas de Grinzing, Nussdorf ou Neustift am Walde. Aberta sazonalmente (aproximadamente abril–outubro), anunciada por um ramo de pinheiro acima da porta. Veja o guia do Heuriger de Grinzing para recomendações específicas.
Onde ficar
Para localização e extravagância: O Hotel Sacher (1.º distrito, ao lado da Staatsoper) é o clássico óbvio — onde o Sachertorte foi inventado em 1832. O Hotel Imperial na Ringstrasse recebeu Wagner, Liszt e todos os chefes de Estado que visitaram Viena. O Palais Hansen Kempinski é a opção de luxo mais recente.
Para conforto a preço médio: Hotel Topazz (1.º distrito, boutique, interiores peculiares), 25hours Hotel Vienna (7.º distrito, design moderno, bom bar), Hollmann Beletage (pequeno, 26 quartos, excelente serviço, perto do Naschmarkt).
Económico bem localizado: Wombat’s Hostel Vienna (perto do Naschmarkt, consistentemente bem avaliado), Pension Pertschy (1.º distrito, familiar, ambiente de Viena antiga).
Para uma primeira visita, ficar no 1.º ou 7.º distrito coloca-o a pé do Hofburg, Naschmarkt, Museumsquartier e Belvedere sem precisar de transporte para metade das visitas.
Opinião honesta
Viena tem uma economia turística bem desenvolvida, e parte dela vale a pena saltar. Os vendedores de bilhetes com fatos de Mozart em frente à Staatsoper e à Albertina são pagos por comissão para vender concertos medíocres a preços inflacionados — não são funcionários oficiais da Staatsoper. Antes de comprar qualquer bilhete de concerto a um vendedor de rua, verifique o site da Staatsoper ou use o nosso guia de comparação de concertos.
Os táxis do aeroporto VIE operam num sistema de “tarifa fixa” que é frequentemente o dobro da tarifa correta. O City Airport Train (CAT, 16 minutos para Wien Mitte) e o ÖBB Railjet S7 mais barato (o mesmo túnel, 4,40€ para Wien Mitte) são ambos mais rápidos e mais baratos do que qualquer táxi. Veja o guia de transporte do aeroporto.
A Escola Espanhola de Equitação é genuinamente espetacular mas requer planeamento. Está encerrada em julho e agosto. Consulte o guia da Escola Espanhola de Equitação antes de reservar.
Como se deslocar
O transporte público de Viena (U-Bahn, elétricos, autocarros) é excelente. Um bilhete de 24 horas custa cerca de 8€ e cobre toda a cidade interior. O autocarro hop-on hop-off é útil para uma rápida visão geral da cidade na chegada mas não é competitivo com o U-Bahn em termos de velocidade.
Excursões de dia
A geografia de Viena faz dela a melhor base na Europa Central para excursões de dia. A menos de 3 horas: Hallstatt (tour organizado recomendado — 3h30 de ida de comboio é demasiado para um dia), Bratislava (1 hora de comboio, muito exequível de forma independente), Vale do Wachau (Abadia de Melk + barco no Danúbio — veja o guia do Wachau), Salzburgo (2h30 de Railjet — melhor com uma noite) e Budapeste (2h30 de Railjet — melhor como uma noite ou dia longo). Veja as melhores excursões de dia desde Viena para uma lista priorizada.
Melhores experiências
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