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Circuito do Salzkammergut a partir de Viena: rota de 6 dias de lagos e montanhas

Circuito do Salzkammergut a partir de Viena: rota de 6 dias de lagos e montanhas

Vienna: Hallstatt Day Trip with Boat Ride / Skywalk

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O Salzkammergut é uma paisagem que pareceria implausível se a descrevesse sem provas: 76 lagos entre os Alpes calcários da Alta Áustria, cada um numa tonalidade diferente de azul ou verde dependendo do ângulo da luz. A rota de Viena por Hallstatt, pelo Wolfgangsee, Mondsee, Traunsee e até Salzburgo cobre o melhor desta paisagem em seis dias a um ritmo que permite que a paisagem se instale.

Em resumo

Dia 1: Viena a Hallstatt (3 horas de carro). Dias 2–3: base em Hallstatt, mina de sal do Dachstein, Gosausee. Dia 4: circuito por Bad Ischl, Gmunden, Wolfgangsee até Salzburgo. Dia 5: Salzburgo. Dia 6: Mondsee, Attersee, regresso a Viena (3 horas).

Nota sobre carro: Um carro é recomendado para esta rota. Sem um, o circuito pode ser feito de autocarro e comboio regional (linhas do Salzkammergut) ao custo de menos flexibilidade e tempos de trânsito mais longos.


Dia 1: Viena a Hallstatt

Condução: Viena a Hallstatt

Distância: 280 km pela A1 até Attnang-Puchheim, depois B145 para sul. Tempo: 3 horas sem paragens. Paragem recomendada: Gmunden no Traunsee — a esplanada à beira do lago e o Museu Kammerhof (história do sal e do Salzkammergut). Desvio de 30 minutos.

Chegada a Hallstatt: por volta das 14h00 se partir de Viena às 10h30.

Estacionamento: O parque de estacionamento de Hallstatt (P1) fica fora da aldeia — tome o barco do parque até à aldeia (2 € em cada sentido, funciona frequentemente durante o dia). A aldeia não tem tráfego de atravessamento, o que explica a sua tranquilidade a pé.

Tarde em Hallstatt

Faça o check-in no seu alojamento — a aldeia é pequena e o alojamento esgota depressa no verão. Seehotel Grüner Baum (Marktplatz 104) tem vistas para o lago e um bom restaurante; Heritage Hotel Hallstatt (Landungsplatz 101) tem a posição mais dramática diretamente sobre o lago.

Primeira caminhada: a Praça do Mercado (Marktplatz) com as suas casas pastel cobertas de flores, a Igreja Paroquial Católica (século XV, posição dramática à beira do lago) e o Ossário (Beinhaus) — um charnel com 1.200 crânios pintados, uma tradição desde o século XVIII quando faltava terra para sepulturas. Perturbador no melhor sentido; aberto aos visitantes.

Jantar no Gasthof Simony (Marktplatz 105) para Forellen (truta local do Hallstätter See) ou Saibling (salvelino ártico). Simples, bom, local.


Dia 2: Hallstatt — Dachstein e a mina de sal

Manhã (9h00–13h00): Dachstein

Conduza ou tome o teleférico de Hallstatt (5 km para sul até Lahn, depois teleférico) até ao Glaciar Dachstein. O teleférico sobe até 2.100 m em duas etapas; da estação de topo, a vista abarca todo o distrito dos lagos do Salzkammergut e, num dia limpo, Munique a norte.

As Grutas de Gelo do Dachstein (Dachstein Eishöhlen) — enormes cavernas de gelo antigo, abertas de maio a outubro, tours guiados de 30 em 30 minutos (15 €). A Gruta dos Mamutes (bilhete separado) é mais quente e mais acessível. Ambas são extraordinárias.

Nota prática sobre as grutas de gelo: A temperatura no interior é sempre cerca de 0°C. Leve uma camada quente independentemente da temperatura exterior.

Tarde (14h00–18h00): mina de sal de Hallstatt

O Salzwelten Hallstatt (mina de sal, Salzbergweg 21) — a mais antiga mina de sal conhecida do mundo, em uso contínuo desde pelo menos 1000 a.C. A “cultura de Hallstatt” (o nome dado à cultura da Idade do Ferro Inicial na Europa Central, c. 800–450 a.C.) recebe o nome deste local. O tour pela mina (2 horas) inclui rampas de madeira para mineiros (os adultos também podem usar), um passeio de barco num lago de sal subterrâneo e a história de 3.000 anos de exploração. Acesso por teleférico desde a aldeia (7 €), entrada na mina 34 € adultos.

Tarde de regresso à aldeia — percorra o trilho Echo Wall ao longo da margem do lago para as melhores vistas da aldeia a partir da água.


Dia 3: Hallstatt — Gosausee e o Hallstätter See

Manhã (9h00–13h00): Gosausee

Conduza 15 km a oeste de Hallstatt até ao Gosausee — dois lagos glaciares na base do maciço Dachstein. A vista do Vorderer Gosausee (lago inferior) através da água para os picos calcários do Gosaukamm e o glaciar Dachstein é uma das mais fotografadas do Salzkammergut. Um caminho bem mantido circunda o lago inferior (1,5 horas). O lago superior (Hinterer Gosausee) requer 2 horas de ida e volta a pé do parque de estacionamento do lago inferior.

Para a experiência combinada de Gosausee e Hallstatt: a excursão de Viena: Hallstatt, Montanhas e Lagos Alpinos é excelente para quem não tem carro — cobre tanto Hallstatt como a paisagem de lago alpino num único dia.

Tarde (13h30–17h30): o Hallstätter See de barco

Regresse a Hallstatt e tome o barco turístico do Hallstättersee — o serviço circula pelo lago parando na margem norte (onde a tramway da mina de sal desce) e no cais da aldeia de Hallstatt. Um circuito completo (1 hora) dá a perspetiva da água que torna compreensível a localização da aldeia. Os barcos partem de hora a hora no verão (maio–outubro).

A excursão de Viena: dia em Hallstatt e Salzkammergut com barco cobre isto para quem chega num tour organizado em vez de independentemente de carro.

Noite

Segundo jantar — experimente o Café Simony’s Fischstüberl para a preparação local do Saibling (marinado e depois frito na frigideira com ervas). Último passeio ao entardecer à beira do lago; a aldeia está iluminada de uma forma que a faz parecer exatamente como os postais.


Dia 4: circuito por Bad Ischl e Wolfgangsee até Salzburgo

Manhã (9h00–11h00): Bad Ischl

Conduza 30 km para nordeste de Hallstatt até Bad Ischl — a cidade termal imperial de verão onde Francisco José e Elisabeth passavam os seus verões. A Villa Imperial (Kaiservilla) está aberta a visitantes (tours guiados, 16 €): os troféus de caça e os quartos privados de Sisi contam a história do casamento de forma mais honesta do que os museus do Hofburg. O Café Zauner (Pfarrgasse 7, desde 1832) é o Demel do Salzkammergut — os pastéis e o Kaiserschmarrn são excecionais.

Final da manhã (11h30–13h00): Wolfgangsee e St. Wolfgang

Conduza 25 km a oeste de Bad Ischl até St. Wolfgang am Wolfgangsee. A aldeia é a casa do White Horse Inn (Weisses Rössl), o cenário da amada opereta de Ralph Benatzky de 1930, e da Igreja de Peregrinação de São Wolfgango — uma igreja de estilo gótico tardio com o retábulo de Michael Pacher (1481), uma das grandes pinturas góticas de língua alemã. O lago é magnífico.

Estrada panorâmica do Wolfgangsee: A B158 ao longo da margem norte do Wolfgangsee de St. Wolfgang a Strobl a St. Gilgen é uma das estradas à beira do lago mais belas da Áustria.

Tarde (13h30–16h00): Mondsee e a A1

De St. Gilgen, conduza para norte pelo passo da montanha do Schafberg (ou tome a rota mais longa à beira do lago) até Mondsee — o mais quente dos lagos do Salzkammergut. A Igreja da Abadia de Mondsee foi usada para a cena do casamento em The Sound of Music (filme de 1965). É mais pequena e mais serena do que a Catedral de Salzburgo.

Conduza de Mondsee para Salzburgo: 30 km pela A1, aproximadamente 25 minutos.

Chegada a Salzburgo (16h00)

Faça o check-in. Onde ficar em Salzburgo: Cidade Velha (Altstadt) para acesso imediato — Hotel Goldener Hirsch (Getreidegasse 37, histórico, caro mas excecional), Hotel Elefant (Sigmund-Haffner-Gasse 4, boa relação qualidade-preço, central). Ou o Stein Hotel com o seu terraço no topo com vista para a Fortaleza.

Noite: percorra a Getreidegasse (casa natal de Mozart no n.º 9, aberta como museu 9 €), jantar no Stiftskeller St. Peter (Petersbrunnhof 1/4) — fundado em 803 d.C., alegadamente o restaurante mais antigo do mundo, boa cozinha de Salzburgo em caves romanas abobadadas.


Dia 5: Salzburgo

Manhã (9h00–13h00): Fortaleza de Hohensalzburg e a Altstadt

Fortaleza de Hohensalzburg (Festungsgasse 4) — o maior castelo medieval completamente preservado do mundo de língua alemã. Teleférico ou 15 minutos a pé a subir. As Salas de Estado são extraordinárias; a vista das muralhas abrange toda a cidade, o Salzach e os Alpes de Berchtesgaden. Entrada 13 €.

A Altstadt é compacta e extraordinária: Residenzplatz (a residência do Arcebispo e a fonte), o Mozarteum (Schwarzstrasse 26, o órgão de concerto de Mozart está aqui), a Dom (Catedral de Salzburgo, onde Mozart foi batizado).

Tarde (13h30–18h00): locais de The Sound of Music

O filme The Sound of Music (1965) foi filmado quase inteiramente em Salzburgo e arredores. Seja fã ou simplesmente curioso: a excursão de Viena: dia em Salzburgo com tour de The Sound of Music cobre os locais de filmagem com um guia. Para quem está baseado em Salzburgo de forma independente, uma caminhada autoguiada pelos locais de The Sound of Music é totalmente possível com um mapa do gabinete de turismo.

Locais principais: Jardins de Mirabell (cena de abertura “Do-Re-Mi”, os degraus ainda lá estão), Palácio Leopoldskron (exterior da villa Von Trapp, privado mas visível pelo caminho do lago), Abadia de Nonnberg (o convento de Maria, ainda habitado por freiras beneditinas, o mais antigo convento a norte dos Alpes).

Noite

Jantar no Café Tomaselli (Alter Markt 9, desde 1700) para café e pastéis da tarde se o horário permitir. Jantar a sério: Restaurant Bärenwirt (Müllner Hauptstrasse 8) do outro lado do Salzach para cozinha tradicional de Salzburgo a preços honestos — as especialidades incluem Salzburger Nockerl (soufflé doce), Bierfleisch (porco estufado em cerveja) e o inevitável Mozartkugel.

Nota sobre Mozartkugel: O genuíno Mozartkugel original é feito pelo Café Fürst em Salzburgo (Brodgasse 13 — a receita original, mergulhado à mão, 1890). Os Reber Mozartkugeln nas embalagens vermelhas (vendidos em Viena) são imitações produzidas industrialmente. Não compre Mozartkugeln “de Salzburgo” em Viena.


Dia 6: Mondsee, Attersee e regresso a Viena

Manhã (9h00–12h00): Attersee

Conduza de Salzburgo para leste até ao Attersee — o maior lago inteiramente dentro da Áustria (46 km²). Gustav Klimt passou aqui 12 verões consecutivos (1900–1916) e pintou algumas das suas paisagens mais luminosas a partir de um barco a remos na água. A Klimt Villa em Kammer am Attersee é agora um pequeno museu (Klimt-Villa Litzlberg, aberto de maio a outubro, 8 €).

Conduza o circuito do Attersee (margem sul via Unterach, margem norte via Weyregg) — 40 km de estrada à beira do lago com vistas para as montanhas Höllengebirge.

Meio-dia (12h00–13h00): Gmunden

Conduza para norte do Attersee até Gmunden no Traunsee — o maior lago do Salzkammergut e o que mais parece um fiorde. O Traunsee Schloss Ort (um castelo numa pequena ilha ligada à margem por uma ponte de madeira) é a imagem mais associada a Gmunden. A cidade tem também a única linha de elétrico em cerâmica sobrevivente do mundo (o elétrico de Gmunden — bitola estreita, material circulante histórico, extraordinário).

Almoço no terraço do Seehotel Schwan (Rathausplatz 8) ou num café à beira do lago antes da condução de regresso a Viena.

Tarde (a partir das 13h30): regresso a Viena

Conduza de Gmunden a Viena pela A1: aproximadamente 2,5 horas (220 km). Chegada a Viena às 17h00–18h00.


Custos e logística

Aluguer de carro: Reserve com antecedência no Aeroporto de Viena (VIE) ou Wien Hbf. As estradas austríacas são pagas (é necessária vinheta da Autobahn — vinheta de 10 dias 11,90 €). Gasolina: aproximadamente 1,60–1,70 €/L (Áustria, 2026). Estacionamento em Hallstatt: parque P1 7–10 € por dia.

Sem carro: A rede de comboios regionais do Salzkammergut liga Attnang-Puchheim a Hallstatt (mudança em Stainach-Irdning) — lento mas panorâmico. Os autocarros RegioJet ligam Bad Ischl, St. Wolfgang e Mondsee. Salzburgo fica na linha principal ÖBB Wien Hbf–Munique (Railjet, 2h30 de Viena). A excursão Hallstatt e Salzkammergut de barco trata do trânsito Viena–Hallstatt sem carro para quem faz apenas a secção de Hallstatt.

Melhor época: Maio–junho (pré-multidões, flores silvestres), setembro–outubro (vindima, luz dourada, menos turistas). Julho–agosto: Hallstatt está extremamente lotada; as visitas de manhã cedo e ao final da tarde são significativamente melhores.


Perguntas frequentes sobre este roteiro

Um carro é essencial para o circuito do Salzkammergut?

Um carro dá-lhe a flexibilidade de conduzir os circuitos dos lagos e parar nas estradas de montanha. Sem um, o circuito é possível mas mais lento — os autocarros e comboios regionais requerem planeamento e limitam os desvios espontâneos. Apenas para Hallstatt (sem o circuito), a excursão organizada a partir de Viena é a melhor escolha.

Posso combinar Hallstatt e Salzburgo num dia?

Apenas com carro e partida muito cedo (partir de Viena às 7h00 para estar em Hallstatt às 10h00, Salzburgo às 17h00). É cansativo. Dois dias separados (como neste roteiro) dá a cada destino o tempo que merece.

Hallstatt está demasiado lotada?

Sim, em julho–agosto, às 10h00–14h00 nos fins de semana. Chegar antes das 9h30 ou depois das 16h00 faz uma diferença significativa. A primavera e o outono são consistentemente melhores. Os dias de semana são melhores do que os fins de semana.

O que torna o Salzkammergut diferente da região dos lagos suíços?

A escala é mais íntima, os preços são mais baixos (Áustria, não Suíça) e a camada cultural (história da mineração do sal, residências de verão habsburgas, os verões de Klimt) é distinta. A paisagem é igualmente bela; a atmosfera é mais descontraída.

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